Um tribunal de Istambul determinou a prisão preventiva de 17
militares acusados de pertencerem a uma organização terrorista e de
conspirarem contra o Governo, noticiou ontem a emissora de rádio NTV.
Os soldados, membros da Gendarmaria, corpo policial militarizado, foram detidos há três dias por terem tentado passar para a opinião pública “a ideia que importantes elementos do Governo do Presidente Recep Tayyip Erdogan tinham ligações ao grupo terrorista Salam Tawhid”.
O grupo de soldados fez em Janeiro do ano passado uma busca ilegal num camião turco que se dirigia para a Síria “por suspeita de transportar armas”.
O Ministério turco do Interior ordenou o cancelamento da operação e afirmou que o camião transportava apenas ajuda humanitária e que era escoltado por agentes do serviço secreto. A operação de busca é vista como uma tentativa de derrubar o Governo promovida por parte de membros do “Estado Paralelo”, nome dado pelo Executivo turco aos simpatizantes do líder exilado Fethullah Gülen. A facção “gülenista”, aliada do Governo até 2013, foi considerada esta semana, pela primeira vez, “organização terrorista” nas acusações da Procuradoria.
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